segunda-feira, 3 de março de 2014

Dança circular e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Arte, imaginação e sentimento – danças circulares e educação ambiental

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O ser humano dança desde os primórdios dos tempos.  A dança pode ser vista como o retrato dinâmico da própria história humana. Reunindo-se em círculos, ao redor de fogueiras, para dividir suas experiências do cotidiano, traçar planos para o amanhã, transmitir ensinamentos aos mais jovens, ouvir estórias dos mais velhos, e também para comemorar, cantar, dançar e se confraternizar; ali se construía a humanidade. Nas danças tradicionais dos povos está embutida sua sabedoria, estão codificadas as características de sua essência. Através da brincadeira, do folclore, do divertimento popular, se encontram as raízes do povo, que permitem estabelecer contrapontos as imposições feitas pelos processos de globalização econômica e cultural. O movimento das danças circulares teve início com Bernhard Wosien, bailarino clássico, coreógrafo, e pedagogo, que nas décadas de 1950 e 1960 percorreu vários lugares, principalmente da Europa, recolhendo e resgatando as danças de diferentes povos. Ele buscava práticas corporais mais orgânicas e a compreensão dos significados de religação e ritualísticos presentes nas tradições dos diversos povos. Desde então, o movimento se difundiu e se espalhou pelo mundo, incorporando várias danças ao repertório inicial. Wosien percebeu que as danças circulares são inclusivas, pois a repetição do movimento e a própria desenvoltura do grupo ensina. São basicamente danças de roda, recolhidas de diferentes partes do mundo em diferentes períodos, desde as muito antigas que vão passando de geração para geração até outras coreografadas no contexto contemporâneo, mas mantendo o sentido de trabalhar a unidade. O círculo possui o significado de imagem espelhada do universo, no qual as contradições (paradigma dualista) estão suprimidas e toda a potência esta contida (criação, transformação). A dança em círculo é também símbolo do tempo cíclico, numa relação dinâmica de troca, que entrelaça o individuo e o grupo, o eu e o outro, tempo e espaço, pelas formas (desenhos, símbolos, mandalas) criadas em torno do centro, que representa a unidade do ser e do cosmo. A dança permite, através da descontração  programa, quebrar um estado de imobilidade da pessoa ereta e motivar o deslocamento, a experimentação do espaço, da expressão pelo movimento. As danças circulares baseadas na dança dos povos possibilitam a vivência da diversidade através da música e do movimento contido nas diferentes culturas, oferecendo um caminho histórico diferenciado, um olhar e sentir por um prisma não usual e que por isso estimula a percepção através de outros sentidos e assim gera religamentos, resignifica conhecimentos, valores e crenças. Experimentar dançar a dança de todos os povos contribui assim para que se crie uma nova identidade cultural universal, fortalecendo a ideia de unidade e de paz, sem deixar de reconhecer as diferenças contidas nessa unidade. A educação ambiental por sua vez trabalha princípios que dialogam diretamente com a perspectiva das danças circulares: estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos; possibilitar a interação entre as culturas; recuperar, reconhecer, respeitar, refletir e utilizar a história indígena e culturas locais, assim como promover a diversidade cultural, linguística e ecológica; valorizar e integrar as diferentes formas de conhecimento, assim como aptidões, valores, atitudes e ações. As danças circulares promovem uma rápida integração de grupos, reflexões sobre o trabalho em equipe, compreensão sobre conflitos, o despertar da criatividade, a integração dos hemisférios cerebrais, a ativação corporal, meditação dinâmica. A educação ambiental por princípio deve ser integral, levando a consciência de que nossa atuação histórica está imbuída de uma responsabilidade com relação ao futuro comum da humanidade. Assim, deve trabalhar o sentido de interligação, de interdependência, de ritmo e dinâmica; de leis, regras e imprevisibilidade; deve conter o estudo do canto e da dança.
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http://www.programacapivara.org/site/arte-imaginacao-e-sentimento-dancas-circulares-e-educacao-ambiental/

CANÇÃO DO BAILARINO
 
Tu, que moves o mundo,
 moves também a mim.

Tu,  me tocas profundamente
 e  me elevas alto, a ti.

Eu danço a canção do silêncio,
 segundo  uma música cósmica.

Coloco  meu pé ao longo das bordas do céu.

E  sinto como teu sorriso me faz feliz.

Bernhard Wosien 

DANÇA CIRCULAR

 Os antigos tinham um hábito muito saudável, compartilhavam
histórias, ensinamentos e rituais em volta de uma fogueira. E para se harmonizar com o Cosmos se utilizavam das danças.
   Hoje, através da dança circular, conseguimos trazer essa mesma energia para um grupo, pois trabalhar em  círculo favorece a integração, a flexibilidade, o equilíbrio, a percepção do outro e de si mesmo e a comunicação não verbal. Sendo o círculo uma forma geométrica perfeita conseguimos perceber que estamos todos na mesma distância do
centro. Numa roda não existe competição, e sim a comunhão de fazermos partes de um todo que só é possível com a colaboração de todos, brotando assim um sentimento de fraternidade.
  É através da dança circular sagrada que nosso corpo se expressa e aquieta nossa mente, fazendo brotar a alegria e a possibilidade de comunhão com o outro e com seu EU interno, podendo desenvolver
a concentração, o equilíbrio, a memória, acalmando nosso emocional.
  Os passos podem ser simples ou mais elaborados, dependendo do grupo. 
http://www.espacoubuntu.com.br/danccedila-circular.html

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